Feriado Corpus Christi - Revelando-se no Sutil



Encontro de Movimento, Percepção, Consciência

com Gui Nascimento


Participação especial do cineasta Bruno Jorge e exibição do documentário Pirikpura


20 a 23 junho – feriado Corpus Christi


“Nós devemos achar a existência perfeita por meio da existência imperfeita”

Shunryu Susuki




Este é um convite para 3 dias de pesquisa nas altas Montanhas da Mantiqueira, no feriado de Corpus Christi


Revelando-se no Sutil

Em 1850 Henry Thoreau decidiu partir para um longa travessia interna. Seu projeto era viver quase isolado, por dois anos, a beira do lago Walden. Em comunhão com os ciclos naturais, ele passou longos dias sentado na varanda da sua cabana, saboreando o simples fato de existir. Em algum momento desta pausa, no espaço lúdico do não fazer ele compartilhou: o ser humano se revela no sutil.


A idéia deste encontro é acessar a pausa que não espera nada, a economia de movimento e atenção. Sim estamos falando de uma certa “inteligência da desistência” para criar tempo e espaço, para aprofundar as relações desse vasto caminho de encontro com a simplicidade humana dentro de nós.


Este lugar que é simples e complexo ao mesmo tempo não pede nada de nós. É um espaço que carrega pouca bagagem. Nos tempos atuais, onde a única medida de progresso é “sempre mais”, que tal saborearmos menos. Um pouco menos de identificação com a forma, e um pouco mais de espaço interno, atento, relaxado, e se possível sorrindo.


Serão 3 dias para cuidar de nossas feridas físicas e emocionais, tão sufocadas por nossas rotinas e escolhas em busca do perfeito. Teremos tempo para decantar o imperfeito, de um lugar simples e despretensioso. Lembraremos que podemos ser abertos espiritualmente, sem precisarmos ser diferentes de quem já somos.


A proposta desta vivencia é também um encontro de artes interdependentes. Sair do lugar comum é a sina de toda revelação. Neste evento, a troca será com o diretor de cinema Bruno Jorge, que vai nos apresentar seu filme PIRIKPURA.





Movimento, Percepção e Consciência com Gui Nascimento

Vamos explorar uma pratica profunda e terapêutica que combina Yoga e Rolf Movimento™. Trabalharemos com respiração, toque integrativo, movimento, percepção, coordenação.

As posturas de Yoga serão abordadas com recortes e movimentos minimalistas, criando espaço p percepção de detalhes, e o entendimento sutil e biomecânico do corpo.

Desvelaremos a relação com a gravidade e com o espaço a partir de um lugar de conforto e inteligência. Teremos recortes filosóficos e poéticos para discutir e aprofundar estes conceitos.

Sondaremos o caminho Taoísta da energia. A energia que pulsa entre o céu e a terra e que está sempre presente e disponível para ser armazenada. Essa energia que circula sem parar, mas por não termos o hábito da pausa, não nos damos conta. Faremos o enraizamento dela, e nesse contexto, desenvolveremos diversas praticas de encontro com a presença.

Neste encontro vamos criar “janelas de silencio”. Serão períodos do dia em que vamos praticar um espaço de aquietamento sincero e saboroso. Todos os dias vamos praticar uma manha ou tarde onde vamos reservar nossa energia da fala, para escutar o silencio.

Vamos ter duas praticas corporais por dia, de duas horas cada, uma na manha antes do café, e outra no final do dia.


Antes do almoço vamos ter praticas de meditação, onde vamos explorar o Zazen e o Kinhin, técnicas budistas japonesas de atenção plena.








Na noite de sexta teremos um chá filosófico na beira da lareira, e no sábado a noite teremos a exibição do documentário Pirikpura e a presença do diretor do filme para conversar com a gente!

Pirikpura


“Pirikpura (2017, 82’), dirigido por Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge, acumula credenciais sólidas desde antes de sua estreia no circuito comercial: melhor documentário de longa-metragem na 19ª edição do Festival do Rio e prêmio de direitos humanos no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, ambos em 2017; e prêmio do júri de melhor documentário internacional na 14ª edição do Docville (maior festival de documentários da Bélgica), em 2018. Esse amplo reconhecimento não deixa de ser uma expressão das sensibilidades que o documentário mobiliza, das quais um trecho da fala do júri do Docville é significativo: “O estilo observacional do documentário diminui a velocidade do tempo, mergulhando o espectador em um mundo em desaparecimento, que descobre, com absoluto assombro, um momento que nunca mais será esquecido”

O enredo do documentário é relativamente prosaico para muitos dos que atuam com povos indígenas. Jair, servidor da Funai que há 30 anos trabalha no extremo noroeste do Mato Grosso, coordena uma equipe modesta, mas com um enorme sentido de propósito: buscar diuturnamente vestígios da existência dos dois últimos sobreviventes Piripkura de que se tem notícia – Pakyî e Tamandua – para garantir a reedição periódica do decreto governamental de interdição do fragmento de floresta em que vivem sitiados.

Os materiais do documentário, portanto, são as memórias, as vozes, as entonações, as faces e as disposições corporais de seus protagonistas. O filme deixa-se levar – e nos leva – pelo ritmo de trabalho da Frente, entre as sucessivas expedições pela floresta e os períodos de repouso na base. Esse estilo observacional, sem a toda poderosa voz do narrador, atenua a cadência do tempo e nos faz experimentar o estoicismo de Jair e sua equipe no cumprimento da sua missão institucional.

É interessante notar que, embora tratam-se de (re)encontros com sobreviventes de massacres, escombros de uma sociedade, nós tendemos a percebê-los como (re)encontros com sobrevivências: a pureza, a liberdade e a autonomia prístinas desses povos. As primeiras reações que repercutiram a estreia do filme abundam em tropos típicos da narrativa colonial: a imagem dos heróis – referidas a Jair e sua equipe – e a vida simples e em harmonia com a natureza dos povos originários. Se eles hoje vivem com quase nada, nunca é demais lembrar: não é que sempre tenham vivido assim.”

Acima comentários do filme pelo antropólogo Henyo Trindade





Fazenda Lila

O encontro vai ocorrer na Fazenda Lila, em São Bento do Sapucai. Lugar mágico, cheio de vida e intensão luminosa. Canto de terra que floresce, onde jorra água, onde canto o pássaro, onde tudo nasce, e onde a alma descansa e decanta.

A fazenda está situada há 1.300m de altitude na zona rural de São Bento do Sapucaí, SP, cerca de 3 horas de São Paulo.

Há 35 anos a mesma família se dedica à fazenda depositando nessa terra todo seu amor e cuidados. Com mais de 35.000 árvores plantadas e centenas de espécies de pássaros aqui se tornou um refugio e santuário tanto para os animais e para a natureza quanto para as pessoas que desejam se conectar consigo mesmo e com a Terra.

A fazenda Lila tem uma produção muito especial de geleias, doce de leite, e granolas artesanais e organicas, e uma lojinha onde vendem esses produtos!





Valores e rotina

- duas praticas diárias, de Yoga e Rolf Movimento, manha (8:00) e final do dia (18:00).

As praticas terão duração de 2 horas ou mais.

- praticas extras de meditação antes do almoço (12:30)

- passeios pela fazenda e caminhada para ver o por do sol.

- muito tempo de ócio criativo, para descansar, tomar banho de cachoeira, ler e não fazer absolutamente nada

- encontro filosófico noturno (sexta 21:00) / exibição do Filme Pirikpura (sábado 21:00)


Chegada na Fazenda: no dia 20 de junho, quinta feira. A fazenda estará aberta para receber já a partir das 14 (a fazenda não oferece almoço neste dia), e o horário máximo de chegada é as 22 hs!

* Nossa primeira pratica acontecerá no dia 20 as 16:30, onde teremos uma apresentação do grupo e seguiremos para nossa primeira pratica de centramento (ou seja programem-se para chegar entre 14 e 16!)

O encontro termina dia 23 de junho, domingo, após o almoço.

*todas as refeições incluídas (refeições lacto vegetarianas)

*a maioria dos quartos são duplos, a fazenda cobra um valor extra para ocupação de um quarto de forma individual


Valor do retiro: Escreva para: guilhermefn@hotmail.com

Ou mande um Whatsapp para o Gui Nascimento:

(11) 98147-2014




Bruno Jorge

Bruno Jorge (1981) estudou comunicação social em São Paulo, Brasil; Filmes de documentário em Paris, França; e Artes Performaticas em Liege, Belgica. Em 2003 fundou, em São Paulo, a companhia de produção João de Barro para gerenciar seus projetos pessoais. Desde então, dirigiu mais de 20 filmes, incluindo filmes de curta, media e longas metragem, dos mais variados temas e que foram selecionados por prestigiosas companhias tais como Cannes, Rotterdam, Clermont-Ferrand, IDFA and Visions du Réel. A maior parte de sua pesquisa é influenciada pelas artes visuais e pelo cinema experimental. Em 2013 a Cinemateca Francesa prestigiou Bruno com uma retrospectiva de sua obra de filmes curta-metragem, o que se repetiu no âmbito da Cinemateca Brasileira e do Cineclube do Porto (Portugal).Neste mesmo ano ele se mudou para Gonçalvez, Minas Gerais, concentrando seus esforços na produção independente de filmes, tais como: "O que eu poderia ser se eu fosse" (best film by ABD-rj at Semana dos Realizadores 2015), "Piripkura" (Human Right prize at International Documentary Film Festival Amsterdam, best film at Festival do Rio 2017 and Docville, Belgium) e "Korubo", um novo trabalho sobre uma expedição arriscada para contatar tribos isoladas na amazonia brasileira.


Gui Nascimento é idealizador do projeto “Revelando-se no Sutil”. Morador da cidade de São Paulo Ex. advogado formado pela Universidade De São Paulo. Gosta de andar pelas ruas da cidade de olhos bem abertos. Transita pelas diversas realidades. Acredita na caminho da consciência. Busca um olhar terapêutico profundo, sutil, delicado, acolhedor. Desenvolveu seu próprio método de Yoga terapêutico (que aplica em sua clínica em SP), é Rolfista(Rolfing®) e Rolfista de Movimento™. Sabe que o lugar de partida é sempre o desconhecido, que o lugar de chegada é incerto. Divide seu tempo entre aulas de Yoga e explorações energéticas, caminhadas nas montanhas, banhos gelados, e sempre nutrindo-se da música.


São Bento do Sapucaí, Serra da Mantiqueira, SP.

fazendalila@gmail.com                  

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